JOGO 002

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Mensagem por Yakiv Skovoroda em Qua Maio 25, 2016 12:19 am

OUTONO DE 1998
Final da primeira semana de Outubro



Our weary eyes still stray to the horizon
Though down this road we've been so many times
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Yakiv Skovoroda
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Re: JOGO 002

Mensagem por Ilya Zakhar em Qua Maio 25, 2016 7:20 pm




RESUMÃO BÁSICO DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS :

A cidade pacata onde estamos vivendo é pacata demais pra gente continuar morando/matando e morrendo nela, por isso foi acordado que era uma boa dar no pé. No caso, o finado Krushev marcou com o meu personagem nessa casa cheirosa para que a operação Ligeirinho tivesse início e fôssemos todos ser felizes em Kiev dentro dos corpos que não nos pertencem.


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Não seria uma noite a começar com alguma conversa no melhor estilo de 'Eu tenho um sonho'. Sentia o ar com um cheiro carregado. Um misto de privada entupida com merda seca. O estômago de Ilya meio que protestou àquele odor enjoado quando carregava uma fome mal matada há uns dois dias. - Nada. Ninguém chegou- Devido aos recentes acontecimentos aquela bosta de lugar felizmente deixava de ser um local seguro. As estupidezes dos mortos e facilidade dos vivos em abandonar os próprios corpos fazia com que a matança atingisse proporções absurdas.

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'Devagar, o cara tá morto. Morto duas vezes...' Isso foi Asu. Referia-se ao que deveria ser um corpo, mas não passava de uma mancha disforme e escura. Bela forma de encerrar uma dia bem meia boca. Logo pela manhã  Damyen 'ascendeu', e o corpo parasitado manteve-se intacto. Era possível recobrar a liberdade. Isso animava Ilya. Quanto a Asu, só conseguia pensar que aquele filho da puta foi embora para sempre...e pior, em paz. Ela não havia vendido metade da alma (e do cu) como ele, mas ainda estava na condenação de se apegar num corpo que sequer lhe pertencia. - E você pensando que o vagabundo ter se dado bem era sinal de que teríamos sorte Ilya lhe soprou com amargura enquanto virava a mochila de Ian Krushev no chão imundo. Caiu uma cueca, uma camisa, dinheiro e só, nenhuma arma ou munição. O cara tinha 'puft'. Circundavam os 'destroços do homem' como um cão curioso com o objeto que não entende. Não foi natural e nem obra de homem. Não precisava ser muito esperto para reconhecer isso. Sentiu o fiapo de existência do cara se dissipar. É... Desaparecer definitivamente era mais fácil que não deixar rastros. Restava saber se foi obra de bruxaria ou algum coletor de almas querendo colocar ordem no pandemônio que começou em 1997.
Tratava-se de Ian Krushev. Era um velho relativamente simpático que se prontificou a chamá-lo/chamá-la para partir com um grupo pequeno, seleto e bem menos escandaloso que o original. 'Precisavam ir embora e rápido,disse sem entrar em detalhes' falou o homem quando foi encontrar Ilya e Asu na ferraria. E agora estavam lá num barraco caindo aos pedaços e de frente com a marca de um corpo pulverizado que fedia como se ainda tivesse todas as carnes para apodrecer. Parecia incinerado...Ou melhor, expurgado. Estava aí uma coisa que não via todo dia. -Vamos embora? Indagou Zakhar depois de enfiar no bolso um maço de dinheiro modesto. Lamentava fazer isso, mas defunto não precisa pagar aluguel em Kiev.  - Só nós dois? Protestou Asu. Estávamos sendo caçados, quanto mais gente correndo na frente e atrás mais chance temos de escapar. Do quê exatamente ela não sabia...e como proceder caso fossem encontrados? Matar ? (novamente) -Esperamos. Provavelmente não sabem que Krushev é finado. Virão. Podem nos dar respostas...ou ter um carro que não vá quebrar no meio da estrada- Encerrou com secura. Seca como tudo naquela  mulher. Corpo e alma. É de se assombrar que alguém com tão poucos apegos tenha se aferrado a ponto de encarnar, pensava Ilya enquanto segurava a  Tokarev TT com a mão esquerda acatando a recomendação. Deixar a cidade sozinhos estava fora de questão, não quando sabiam tão pouco.  

12:00 PM, fim da primeira semana de Outubro. 1998






I L Y A Z a k h a r & A S U {KGB}
............
I go hillkwards to Bwebweso / By Dokwabu's white pandanus flower/  I go hillwards to Bwebweso.
/The white, white pandanus flower, / From the palm /  i have climbed I look out upon the path behind me, / I mourn for Dobu' Sorcerers of Dobu
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Re: JOGO 002

Mensagem por Viktoriya. em Qui Jun 16, 2016 12:50 am


Naquele dia mais cedo, 10h.
ㅤㅤㅤㅤQuando alguém anunciou-se à porta Vicktoriya sentiu algo no fundo do estômago, algo consequentemente sentido por Delilah que pareceu diminuir de intensidade em algum lugar nas vertentes de sua mente. Poderia ser insegurança ou algo assim, sentimento que não sentiu ao degolar Anatoli e carregar sua cabeça por alguns metros. A questão era simples: quem era? As pessoas - ou invasores, sentiu Delilah por um momento - que conheciam não costumavam bater antes de entrar, os que conheciam aos arredoes da vila ou da cidade não viriam às suas casas e, ao abrir a porta, a dedução se confirmou diante dos olhos claros e turvos de Vicktoriya. Era a polícia. Nada mais, nada menos. Sentiu a expressão no rosto congelar por um instante. Cuidou para que a porta permanecesse naquele ângulo - por volta de quarenta e cinco graus -, abertura da porta que mostrava seu corpo mas ocultava o restante da casa. — Boa tarde. — disse o policial rapidamente. — Boa tarde. — Vicktoriya respondeu com a voz singelamente rouca, um sinal dos seus mal cuidados com o corpo atual. — O que houve com seu rosto, senhora? — indagou ele, especulativo ao apontar o rosto da outra. Vicktoriya por sua vez elevou a mão até o rosto, tocando o machucado arroxeado próximo ao olho. — Ah, isso?Pensa rápido!Acontece muito. É como um esporte, sabe? Meu parceiro é sádico, - O QUÊ?! - a masoquista sou eu. Já tentou? — indagou prontamente ao sorrir política. O homem enrubesceu de repente, neste momento Vicktoriya parou para analisa-lo melhor: ele era jovem, talvez imaturo, a farda ficava larga nos ombros e ele remexia os pés com certo desconforto. Ele limpou a garganta antes de falar novamente. — Viemos apenas averiguar... A-a senhora têm visto alguma atividade estranha no bairro ou sumiços recentes? — Tente não falar nenhuma besteira agora, eu não quero perder esse corpo! Ah, sim… — pensou por um curto instante ao aproximar-se meio passo do jovem. — Soube da filha de uma vizinha,  talvez dez casas para frente, que sumiu. — apontou para o fim da rua e aguardou que a visão dele tomasse o mesmo rumo para tocar-lhe a gola da farda. — Ainda assim, — viu a vermelhidão surgir naquelas bochechas fundas ao rosto. — a vi algumas vezes aos beijos com um garoto estranho atrás das casas. — mentiu. Esperava que sua fala simultânea aos gestos pudessem distraí-lo a fim de convencê-lo, inconscientemente, a não entrar. Desceu a mão pelo corte da camisa. — P-poderia descrevê-la, por favor? — Loira, não passava de um metro e meio, sardas.Ah… Era loira, baixinha, talvez um metro e meio se não estou enganada, talvez tivesse sardas… Jovens, você sabe. — Sorriu novamente voltando a mão ao lado do corpo quando ele afastou-se e despediu-se nervosamente. A mulher aguardou ali, encostada no batente da porta até que ele fosse adiante por alguns metros. Com isso, fechou a porta e verificou se estava bem trancada antes de correr pelo corredor procurando qualquer viv’alma naquela maldita casa para dar o recado. Fugiriam aquele mesmo dia ou talvez nunca mais.

23h52.
ㅤㅤㅤㅤSentia o vento cortar-lhe a pele maltratada, o mesmo que chacoalhava as vegetações rasteiras e meio-mortas que pisava com cuidado para não causar ruído algum. Mal conseguia enxergar no breu que era aquilo, mas reconhecia um pouco o caminho, talvez pouco demais quando topou a ponta do sapato numa raiz seca emergindo da terra, tropeçando por fim. — Inferno! — sussurrou entredentes. Espero que seja pra lá que você vá depois de deixar-me em paz, Delilah soou intragável. — Ainda esmago seu pescoço entre meus dedos! — sussurrou novamente ao discutir com o ar.




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Uncover our heads and reveal our souls / We were hungry before we were born
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