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Mensagem por Pavlov dog em Sab Maio 21, 2016 2:01 pm


  • nas proximidades de LYSYCHANS'K
     UCRÂNIA, 1998 — Outono 
    primeira semana de OUTUBRO


    “The real question is not whether life exists after death.The real question is whether you are alive before death.”



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Re: 001

Mensagem por Pavlov dog em Sab Maio 21, 2016 2:01 pm

ㅤㅤㅤㅤㅤ (moderador) - 321 dias
ㅤㅤㅤㅤNão gostava de Yakiv e não precisava fingir que gostava. Não gostava de ninguém ali, mas também não odiava. No entanto, o sujeito tinha postura de liderar e era isso que Aleksei precisava: de um guia. Alguém em que pudesse colocar a culpa se algo desse errado. Até então, ninguém daquele grupo tinha características tão marcantes. E não é que Yakiv as tivesse... Tudo não passava de um achismo. E assim a decisão de partir, — mesmo que fosse para seguir aquele sujeito — veio. Naturalmente, não esperava que fossem apenas os dois. Mesmo o resmungão sabia reconhecer que todos deveriam se unir e partirem o logo antes, pois se juntos já eram fracos, imagine separados? Afinal, não era apenas os cães de Kiev que os perseguiam. Por cada alma roubada — e também aquelas que vagavam perdidas — havia a busca daqueles seres que, em pessoas comuns, causavam arrepios. Que dirá das pobres almas penadas... Os demônios. — É muito estranho... — Começou ele após um longo momento encarando a paisagem à sua frente. — partir com outro homem. — Especialmente quando o homem em questão era Skovoroda, afinal, Aleksei meio que desconfiava da sexualidade do mesmo. — Espero que Olga ou a Vac  Shh, isso é jeito de chamar a moça?— Viktoriya venham conosco.  Não, esta podia ir se foder bem de boa. Alguma coisa naquela criatura o deixava extremamente incomodado, para dizer no mínimo. Quiçá, se assemelhasse com a puta que o matara. Er. — Ou o Vladmir, com certeza é uma companhia mais interessante que a sua.  Sempre tão calado e isolado e esquisito e até aí Aleksei era parecido ao homem a quem se dirigia. — Demyan, não! Demyan é o pior.  Não mais que Viktoriya. Sim, mais. Não seja estúpido. Ele tem um pinto. E a mulher tem um salto... — Demyan e Viktoriya podiam ficar, sinceramente. — Ou não. O mais apropriado é que fossem mesmo, quem sabe precisem de peças a serem sacrificadas lá na frente? Eu não pretendo morrer... de novo. É uma sensação horrível e sufocante esta de estar preso a esse corpo.— Pronto.  Pronto? Pronto estava o corte de cabelo que Aleksei fizera em Yakiv. — Nada mal.  Certamente que não, tinha experiência no ramo; tivera, na realidade. — Agora vaza  daqui que estou esperando outra pessoa.  Ou melhor: quero ficar sozinho e sua presença me incomoda. No entanto, recordou-se que faltava ainda, a barba do sujeito. Mas era muita filha da putagem... Que tipo de homem não sabe se barbear? A lâmina da navalha chegou a tremer — cortou e fez sangrar — o queixo de Yakiv assim que a presença impertinente de Viktoriya se fez ser notada. — Ora, ora, ora... vejam só quem chegou...  Disse ele, sentando-se em seguida e abandonando seu trabalho pela metade. 
Nascido Rurik Oksana, um [url=http://bradley-cooper.org/gallery/albums/movies/American Hustle/Posters/normal_001.jpg]cafetão[/url]. • • •Morto por uma puta que o atingiu com um salto 15 no coração. Ϟ
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Re: 001

Mensagem por Pavlov dog em Sab Maio 21, 2016 2:02 pm

(moderador) - 321 dias
ㅤㅤㅤㅤ
ㅤㅤㅤㅤA força do tropeço quase levou-a de encontro ao chão, seria uma cena mais do que prestigiada por Delilah. Você é hilária. A sentia chorar de rir. — Cala a boca!— retrucou num sussurro. A louca que falava sozinha, sorte era que não estava mais na parte populosa da cidade - esta que mal era populada - e então, próxima ao vilarejo. Tremera um pouco durante o caminho pelo esforço feito e também pelo frio, sentia a ferida aberta no rosto arder e latejar. Adentrou a casa, passos arrastados e um pouco cansados. Olha o degrau. E não olhou, topada que doeu o dedão do pé. — Merda! — Cegueta.Respirou fundo e estalou a língua quando ouviu a voz de Aleksei recepcioná-la. Ergueu o rosto enquanto apoiava-se nos batentes da porta. Irritada que estava, mal respondeu-o. A respiração ainda um pouco irregular fazia um ruído estranho em seu peito. Ar frio, tapada. Ou se cuida, ou vai acabar de cama.Os olhos lentos correram pelo cômodo, este que também estava Yakiv de meia barba feita. Ótimo, menos um pra dar a boa notícia. — Dei o tal cabo no Anatoli. — falou enquanto cortava o cômodo, olhos fixos no insuportável do Medvedev. Rosna pra ele, vai. Grrrr. Capturou a lâmina abandonada e tomou o posto que antes era preenchido pelo resmungão. Os olhos fixos nos do Skovoroda, agora, enquanto erguia-lhe o queixo com a mão livre. Encostou a lâmina sobre a pele dele. — Degolado. — posicionou-a no pescoço, passando devagar até o queixo num movimento lento da mão que não mais tremia. — Tratei de arrancar os dedos também. — outra vez o mesmo movimento com a lâmina, lenta e perfeccionista sobre a pele do outro. — Espero que isso atrase o reconhecimento do corpo. — Um último movimento: lâmina posicionada, pescoço, queixo. Os olhos claros e visivelmente coléricos voltaram para os de Aleksei. — Mas infelizmente esqueci do pau... Tomara que nenhuma prostituta o reconheça por lá. — deu de ombros ao largar a lâmina de lado assim que o rosto do homem mostrou-se sem barba, terminando então o serviço inacabado. Limpou as mãos rapidamente, os dentes trincaram por um momento até que capturou um maço - caro e raro - de cigarros do bolso, ergueu ao mostrar para o outro. — Era do desgraçado. Não sabia que cafetinagem dava tanto dinheiro assim.—  a ferida do rosto latejou novamente. — Tem fogo? — indagou. Não fumava, esta era uma das esporádicas vezes ao qual o fazia, normalmente após o cansaço esmagador que acabava por sofrer ou após alguma batalha, o que, neste caso, seria a última alternativa. Sofrera tanto nas mãos do infeliz do Anatoli que quase perdeu os membros de tanta porrada, porém não era necessário dizer, o resultado estava mais do que estampado em seu rosto: o corte aberto abaixo do olho e parte lateral do rosto, a ferida no lábio e as vermelhidões nas mãos e pulsos. Desgraçado. Andou metade do cômodo varrendo o lugar com seus olhos na busca por um isqueiro. Você vai desmaiar. Sentou-se por fim quando sentiu a vertigem anunciar sua falta de cuidados, a boca seca por falta de água, sentiu o ombro direito responder com dor quando jogou-se contra a poltrona velha próxima dos dois. Respirou fundo. 




Nascida Yuliya Dolinsky,morta asfixiada pelo noivo em 1969.
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Re: 001

Mensagem por Pavlov dog em Sab Maio 21, 2016 2:02 pm

Yakiv Skovoroda (moderador) - 319 dias


ㅤㅤㅤNão era sequer uma cadeira aquilo. Era uma poltrona velha, encardida e agora cheia de buracos de cigarro. Yakiv cutucava-os com a ponta dos dedos, enquanto ouvia Aleksei resmungar. Já cansara de pedir para Olga que não fumasse dentro da casa deles quando viesse. Mas sua insistência era completamente vã: cada visita que recebiam, o homem encontrava uma nova marca de queimado. Maldita mania dessa gente mais recente... porcos do proletariado sem educação. Mas não ele, Danila era um homem instruído, de família rica quando vivo. Era lamentável que precisasse conviver com tamanha miséria agora. Contudo ainda assim gostava de manter alguns gostos vazios. O de ser barbeado por exemplo. Nunca precisara se preocupar com isso em vida, tinha um barbeiro excelente para lhe servir quando tinha a necessidade. Claro que na condição atual nem sempre podia dispor disso, mas quando conseguia trocar alguma mercadoria da cidade por um favor não hesitava em pedir um tapa no visu rsrsrsr. Porém agora era diferente: aquele corpo rude e desleixado que tomara por empréstimo tinha tantos pelos que não dava conta de ficar sempre agradável. Eram de uma qualidade tão dura e rebelde que irritava profundamente Yakiv quando se deitava para dormir. Aquela droga ficava roçando no travesseiro e lhe machucava. Certamente um homem para os possuir devia ser um marinheiro grosseiro, ou alguém que tinha por hobby tomar uns gorós. Mas nunca teria certeza de nada, simplesmente porque seu hospedeiro não passava de uma presença silenciosa e observadora dentro de si. No começo tentou lutar bravamente, lembrava-se com clareza, mas agora era apenas um discreto ronronar no fundo de sua mente, contante e enlouquecedor. Danila achou por bastante tempo que assim era melhor, se comparado às histórias que os demais compartilhavam sobre seus hospedeiros opiniosos e indiscretos, mas com o passar dos meses sentia-se cada vez mais ameaçado, afinal era o tipo de homem que gostava de ter tudo sob seu controle, perfeccionista ao extremo. - Cuidado! - Reclamou levando um pedaço de pano ao queixo cortado, tentando estacar o sangue de um vermelho vivo. - Tente fazer as coisas com mais capricho! - Continuou com o cenho franzido, visivelmente infeliz com o descuido do outro. Era por isso que sempre dizia que Aleksei fazia as tarefas de qualquer jeito, desleixadamente. E tinha razão! Como não ter?!  No entanto, só depois de algum tempo que encarava o ferimento num espelho escurecido que percebeu que não estavam sozinhos. Levantou-se num salto, cheio de educação como o bom rapaz que fora e  o cavalheiro que era. - Por onde esteve? - Disse saudando Viktoriya. Gostava especialmente dela. Tinha um ar maduro e independente que lhe lembrava sua mãe.  Vinha pensando seriamente em investir algum tempo na mulher, mas era inexperiente demais ou covarde demais para fazê-lo. Vocês sabem... ele morreu muito moço e reprimido, e digamos que a morte não é a melhor das instrutoras para um rapaz desenvolver seus modos sedutores. Até tentava se espelhar nos modos durões de Aleksei e mesmo do lunático pervertido do Damyen, mas precisava se esforçar muito pra isso e simplesmente parecia que não era capaz de sequer fazer cócegas no interesse de Viktoriya. Ela era muito mais mulher do que ele era homem. E a frase que ela viera a dizer em seguida só veio atestar isso. Yakiv sentiu um frio lhe subir pela espinha. Teve a sensação de alguém rir dentro de si, de maneira aprovadora, mas era apenas uma sensação estranha. Externamente arregalou os olhos e perdeu as palavras. Ual, aquilo havia sido muito mais rápido e eficiente do que esperava. E não podia dizer que estava descontente. A mulher prestara um serviço a todos ali, só devia ter sido um pouco mais cautelosa, percebeu ao notar-lhe as feições, ao passo que, intimidado por aquela presença imponente, voltou a se sentar, retirou o pano do ferimento. Fitou-a nos olhos e deixou que ela fizesse o que bem entendesse consigo. Estava maravilhado com aquele par de olhos verdes, desejando que Aleksei não estivesse ali. - Degolado? - As sílabas saíram tremulas da boca de Yakiv. - Esqueceu... o pau? - De repente sentiu-se lívido, o sangue lhe abandonara o rosto. Levantou-se com pressa, desvincilhando-se dela e tirando com um pano o resto de sabão que tinha no rosto. Pigarreou, tentando retornar a si, mas sentia-se tão diminuído, com seu membro definhado e impotente diante de toda aquela mostra de autossuficiência. - E... e a cabeça? O que fez com a cabeça? - Perguntou ousando finalmente olhar nos olhos de Viktoriya outra vez. Ela estava detonada, aquilo não podia ser boa coisa. - Devia ter tomado mais cuidado. O que dirá se um policial te ver assim? Não foi discreta o suficiente. Se fosse para fazer as coisas dessa maneira, era melhor não ter feito. - Reclamou, sempre perfeccionista e cauteloso, chato até o último fio de cabelo. Dava para entender o porque do hospedeiro evitar conversações. - Precisamos ir embora imediatamente. 


Nascido Danila Pavlov, morto em 1967.


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Re: 001

Mensagem por Pavlov dog em Sab Maio 21, 2016 2:02 pm

ㅤㅤㅤㅤㅤ (moderador) - 319 dias
ㅤㅤㅤㅤ"Tente fazer as coisas com mais capricho!" Quanto atrevimento! Estava fazendo uma gentileza ($$$$) e ainda tinha que ouvir tamanho desaforo? Desgostoso, revirou os olhos, tanto para Yakiv quanto para Viktoriya. Estava ali dois imbecis: via isso somente agora e como formavam um quadro grotesco! Ateve-se, então, em fechar o punho de sua camisa, mas pouco sucesso teve, de forma que o relato da mulher atraiu sua atenção e com olhos receosos a observava terminar seu trabalho. Cada palavra era ditada em perfeita harmonia aos seus movimentos. Intimamente, agradeceu por não ser ele a ser barbeado por ela. Logo, uma risada abafada saiu. — É mesmo? Quer dizer que estava pensando em praticar necrofilia?  Por que diabos tinha que arrancar o pênis de um cadáver? Oush... mulher sinistra. E olhá-lo daquela forma fez com que um calafrio percorresse seu corpo. — As indiretas. — Começou Medvedev; os olhos brilhando perigosamente ao encarar aquela criatura insossa. — Pode parar com elas. Olhou-a de cima em baixo, o mais puro desdém. E por que Yakiv fazia perguntas tão idiotas? Evidentemente, estava afetado pela ousadia da vaca. Logo, o comentário seguinte da jovem o vez rolar os olhos outra vez. — Você sabe mais do que aparenta, tenho certeza disso. — Resumiu tudo naquela frase. Que ficasse claro o que pensava sobre Viktoriya. Se não ficasse também pouca diferença fazia. Contudo, repetiu consigo mesmo: — Tanto quanto prostituição.  Bem mais. Lembrava-se bem quando alguma de suas putas tentava lhe passar a perna... Rá. Idiotas. O fogo, ele negou. Motivos? Os de sempre. Acompanhou-a então em sua movimentação e quando enfim pensou que Skovoroda diria algo útil, viu-se completamente surpreendido. E depois era Aleksei o reclamão! Francamente...— Nossa, como você é chato, Yakiv. Que porre, velho! Cala essa boca. — O que adianta ficar falando que aquela vaca fizera o serviço de forma incorreta? E sermões? Ia mudar alguma coisa? Não! Que homem estúpido! Devia limitar-se a ignorá-la e ponto.— Parece até a minha mãe! Que diabos...  Sujeitinho exigente! Falta de levar uns esporros, isso sim! Estava achando que tudo tinha que ser do jeito dele? — E pode ir passando o meu dinheiro, seu falastrão.  Estendeu-lhe a mão. A quantia? Havia sido combinada anteriormente e era bom que aquelezinho não tentasse lhe dar um golpe, ou acabaria em situação semelhante a de Viktoriya. — E fica em silêncio aí. Cansei de ouvir a sua voz. — Porque mesmo que tivesse deixado o serviço pela metade não era motivo para aquela nobre senhorita meter o bedelho onde não fora chamada.


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Re: 001

Mensagem por Pavlov dog em Sab Maio 21, 2016 2:02 pm

(moderador) - 318 dias
ㅤㅤㅤㅤ
ㅤㅤㅤㅤEnxergava certa inocência em Yakiv quando o coitado reagia de tais formas, esteve tão pálido em suas mãos que por um momento pensou ter cortado a pele daquele pescoço. O via tão inexperiente em situações aleatórias que perguntava-se como era seu original, sua forma de criação e o que haveria de ter feito, ou não feito, para ser assim. Na situação que todos estavam, pensava ela, estavam já acostumados. Ainda assim nunca se poderia acostumar com tal condição. Riu por um curto momento divertindo-se com a pergunta de Aleksei. Eca. — Gosto de homens vivos. — rebateu, fechava o olho direito com a dor da ferida. — Não necessariamente acordados, — pausou, dramática. Olhou novamente para Yakiv, comentários semelhantes sempre surgiam efeito sobre ele. — mas vivos. — finalizou, o vestígio de um sorriso ainda presente nos lábios. Guardou o maço novamente no bolso, a boca ainda seca. — Joguei num dos córregos, — engoliu a seco, a garganta ardeu. — a esta altura deve estar enroscada em algum lugar. — Ou meio-comida pelos peixes. Lugar este que fosse longe o suficiente, mas ela tinha calculado bem seus passos... Jogou a cabeça para trás assim que os comentários negativos do Skovoroda se iniciaram, ainda buscava ar com certa dificuldade, fitava o teto. — Não seja tão desesperado, Yakiv! — começou com firmeza no tom de voz. — Temos cerca de dois ou três dias de vantagem, algo deve ter te acontecido para manter-se tão na defensiva. — Jogando verde pra colher maduro? Negou com a cabeça, menção esta feita para Delilah. — Deixei um dos dedos na bolsa de uma das mulheres dele, eu não faço serviço mal feito. Fala como se algum policial fosse realmente se importar. — disse ao arquear o corpo para frente, as mãos apoiadas nos joelhos. Não é nem a primeira vez que um homem tenta te matar, não?Levantou-se num só movimento marchando para cozinha em busca de água enquanto ouvia os esporros de Aleksei para o outro.
ㅤㅤㅤㅤTinha uma xícara de louça com a asa quebrada em mãos quando finalmente voltou, estacando somente quando encontrava-se diante de Yakiv. — Se pretende realmente ir imediatamente. — sorveu um curto gole de água. — Então, quando? — encarava-o diretamente, não poderiam perder a oportunidade de continuarem todos juntos. Separar-se era tolice, e este era um pensamento coletivo. —Esta noite, amanhã? — indagou ao passo que, com a mão livre, pousava o polegar gélido sobre o corte no queixo do Skovoroda, examinando-o rapidamente. — Você é o cara dos comandos, — pausou, outro gole. — comande. — Estava visivelmente melhor, menos arquejante e agitada como antes. Ainda assim, a ferida insistia em arder no rosto já limpo na ida para a cozinha. — Pelo que consegui observar, o leste está complicado. O norte da cidade continua vazio, de qualquer forma, seria necessário alguma informação. Demyan pode dar um jeito nisso, consulte-o quando ele voltar. — Certeza que ele é o cara dos comandos? Você conseguiu ser mais prepotente que meu pai. Um último gole desgostoso antes de abandonar a xícara sobre um criado mudo bambo.




Nascida Yuliya Dolinsky, morta asfixiada pelo noivo em 1969.
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Re: 001

Mensagem por Pavlov dog em Sab Maio 21, 2016 2:02 pm

Yakiv Skovoroda (moderador) - 313 dias


ㅤㅤㅤSerá que eram tão estúpidos assim?! Frequentemente Danila se sentia a única cabeça capaz de pensar por ali. Eram todos de tal modo imbecis e impulsivos, sem controle de si ou perspectiva: inertes. Não entendiam que qualquer pequeno vacilo ou descuido podia ser o suficiente para acabar com eles. Sua morte lhe ensinara muito a respeito disso... A vida não era feita de sorte ou azar, era simplesmente atenção. E aquela teimosia, aquela maldita ignorância proposital que contaminava o grupo tirava o rapaz do sério. Por isso era sempre tido como rabugento, chato e etc, contudo sabia que era só incompreendido. Deviam lhe agradecer! Deviam ficar impressionados consigo, não com aquela louca descuidada e catatônica da Viktoryia. Evidentemente ela tinha suas qualidades, as quais cativavam de maneira profunda o inexperiente Danila. E que, vez ou outra o desconcertavam completamente, como naquela ocasião. Sentiu o rosto corar, fosse por raiva ou por conta da imaginação que voou longe demais com aquela história de homens não acordados. Lançou uma furtiva olhadela para a mulher, analisando os traços disformes e inchados, para depois pigarrear. Aquilo estava nojento. Voltou sua atenção para Aleksei e seus comentários depreciativos. Sentiu uma raiva controlável arranhar-lhe o ego. Consolou-se na certeza de que era trinta vezes mais esperto do que o homem ali, e que ainda que o mesmo quisesse, jamais poderia entender a razão de Yakiv ser tão justamente cauteloso. - Sua mãe deve ter vivido mais do que você, idiota. - As palavras voaram de sua boca sem que ele sequer as tivesse planejado. Sentiu um frio percorrer-lhe a espinha. - Me desculpe, eu não... Não queria ter dito isso! - Tentou remediar a situação com urgência. Aquilo nunca lhe acontecera. - Sim, o dinheiro então... - Estava meio perdido, com medo que o outro se aborrecesse e... sabe-se lá o que! Mas a verdade era que não devia nada a Aleksei. O acordado entre eles eram três garrafas de vodka pelo corte de cabelo e barba. Haviam combinado isso há menos de uma semana atrás, mas provavelmente o outro não se lembrava. Yakiv pro sua vez, trouxera o embrulho da cidade, estava do lado da porta de entrada, mas provavelmente o Medvedev sequer o notara também. Assim, com as mãos meio tremulas, tirou um maço de notas do bolso, separou três delas e entregou para o homem. Aproveitou também para apontar para o embrulho no canto, do lado da porta de entrada. - O combinado eram três garrafas pela barba e pelo cabelo. Mas andei reconsiderando. - Disse, tentando não passar o ar de desespero que lhe tomara. Aquilo de falar sem ter dito estava lhe assustando sobremaneira. Nunca teria culhões para confrontar gratuitamente alguém assim. E além disso, o comentário de Viktoryia lhe veio tirar a atenção. Estava evidente assim? - O que eu estaria escondendo? - Perguntou afetadamente, com os olhos piscando demais. - Não estou sendo desesperado! Será que é difícil entender que já estamos com a corda no pescoço? Qualquer deslize pode ser fatal... - Pegou o trapo encardido e foi limpar a ferida no queixo de novo, enquanto andava em círculos pelo cômodo. - Você devia ter queimado! Queimado tudo... Nunca se sabe onde a maldita cabeça de Anatoli pode ter prendido. E levará semanas até se decompor... ainda mais nesse frio! - Gesticulava muito, estava inquieto. Mas se calou um instante pra ouvir Viktoryia. Quando ela se aproximou, deu um passo errante para trás, mas logo os dedos gélidos dela lhe tocaram o queixo cortado. Ardeu. Yakiv travou o maxilar por um instante, olhando-a inflar-lhe o ego. Finalmente algum reconhecimento! De fato era o único com capacidade de conduzir aquela horda. - Devíamos ir para Kiev ou uma cidade maior, onde não fossemos assunto. Hoje se possível. Mas não todos. - Era a primeira vez que expressava sua vontade de dividir o grupo. -  Somos muitos, estamos chamando atenção demais. E quanto mais de nós, mais mortes. - Sugeriu ainda com aquele ar de arrogância que só um elogio muito esperado podia dar. 


Nascido Danila Pavlov, morto em 1967.


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